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Caldas / Economia
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Economia digital e circular são os desafios do comércio local

O secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres, elogiou, nas Caldas da Rainha, o comércio local e de proximidade, pela grande “capacidade empreendedora” e por se ter “reinventado ao longo da história”.

10-07-2019 | Marlene Sousa

O secretário de Estado da Defesa do Consumidor, o presidente da Câmara das Caldas, o presidente da OesteCim, e a representante da FAERO
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O secretário de Estado da Defesa do Consumidor, o presidente da Câmara das Caldas, o presidente da OesteCim, e a representante da FAERO
O governante sublinhou os grandes desafios do futuro ligados à “economia digital e à economia circular”.
João Torres realçou o projeto “Lojas com História”, “perspetivado de uma forma única e integrado na OesteCIM” e que é “um sortido de produtos únicos portugueses, onde encontramos um acervo patrimonial que não tem comparação e que não é repetível noutros espaços comerciais”.

O secretário de Estado da Defesa do Consumidor participou na abertura do seminário intitulado “Os Desafios do Comércio no Oeste para o Século XXI”, que decorreu no passado dia 2, no CCC, organizado pela OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste.
João Torres realçou que “as atividades económicas que mais marcam a nossa identidade e quem nos visita são justamente as que se prendem com o comércio local e de proximidade”.
Para o governante é no “comércio local e de proximidade” que podemos encontrar uma “maior personalização do serviço e são cada vez mais aqueles que começam hoje a fazer um caminho sentido inverso àquilo que aconteceu sobretudo na década 90 e no início deste século, de massificação em termos de presença e de visita dos nossos centros comerciais”. “Os consumidores estão hoje mais despertos para o comércio local e de proximidade porque percebem que há um valor acrescido”, salientou.
O membro do governo deixou uma mensagem de encorajamento para que o comércio local continue a acreditar no esforço, trabalho e investimento. “Tem ajudado a alavancar a economia de uma forma absolutamente notável e isso tem contribuído para que Portugal nos últimos três anos tenha crescido em convergência com a média europeia”, referiu.
O governante salientou que há espaço para as “diferentes morfologias de comércio no nosso país” desde o “comércio das grandes superfícies comerciais, passando pelo comércio tradicional e com história e ainda aquele que é dinamizado nas feiras e mercados”. Não esquecendo “as novas modalidades de comércio”, destacou o “comércio digital, um dos eixos fundamentais do nosso futuro”.
Falando sobre os desafios que se colocam a Portugal no futuro disse que respeitam à economia digital e à economia circular. “Estas são hoje matérias de grande relevância e eu diria até que a economia digital e a economia circular são dois dos principais temas, senão os dois temas fundamentais, com os quais a União Europeia se confrontará ao longo dos próximos anos”, salientou o governante. Para João Torres, quem abraçar este “desafio tem o seu futuro assegurado”.
É sobre a economia circular que se “estão a desenhar algumas das soluções mais fantásticas para singularizar a nossa economia e com isso garantir a sustentabilidade do nosso planeta”, apontou.
“Hoje o que percebemos é que a venda a granel constitui novamente um motivo de atração para os consumidores não apenas pela poupança como também pelo facto da venda a granel ter uma preocupação ambiental que hoje é uma demanda dos consumidores, não apenas do nosso país, mas na Europa e um pouco por todo o mundo”, disse o membro do governo.
O secretário de Estado destacou também a economia digital, sublinhando que “é fundamental para Portugal, que vive um momento extraordinário no que diz respeito à procura do parque de turistas, que as empresas portuguesas todas elas possam ter competências ou ferramentas básicas de digitalização”. João Torres referiu que foi por isso que o governo tem apoiado a Associação da Economia Digital e a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, que lançaram o Programa Comércio Digital. A iniciativa vai dar ferramentas e apoiar a digitalização de 50 mil micro e PME’s, do setor do comércio e serviços. As empresas vão ter direito a um voucher gratuito “3 em 1”, durante um ano, que engloba a oferta de uma ferramenta de construção e alojamento de site, caixas de correio eletrónico e domínio .pt.

Lojas com História com produtos únicos

João Torres sublinhou o projeto “Lojas com História”, “perspetivado de uma forma única e integrado na OesteCIM, que merece uma grande consideração por parte da Direção Geral de Atividades Económicas e que nos levou muito recentemente a apresentar uma plataforma que é uma montra de todo o inventário nacional de lojas com história que podemos encontrar no nosso país”. “É um sortido de produtos únicos portugueses, onde encontramos um acervo patrimonial que não tem comparação e que não é repetível noutros espaços comerciais que se possam criar”, adiantou o governante.
Para o presidente da OesteCim, Pedro Folgado, “o facto de termos conseguido agregar os 12 municípios neste desígnio tem sido importante não só para o território, mas também para aqueles que têm lojas com história”.

Região Oeste com um crescimento acima da média nacional

O Oeste é uma região de soberania, uma vez que em 2018 teve 84 PME Excelência - 23% na área do comércio, indicou Pedro Folgado.
Segundo o responsável, o setor do comércio e serviços representa 62% da atividade económica da Região Oeste.
No que se refere ao número de estabelecimentos na área do comércio e serviços, entre 2015 e 2017, o crescimento em Portugal foi de 8,07% e no Oeste foi de 8,47%, acima da média nacional.
Em relação ao emprego na área do comércio e serviços, entre 2015 e 2017, o crescimento em Portugal foi de 10,38%, já no Oeste o crescimento foi de 13,95%.
No que concerne ao volume de negócios dos estabelecimentos de comércio e serviços, entre 2015 e 2017, o crescimento em Portugal foi de 14,3% e no Oeste o crescimento foi de 15,06%.
De acordo com Pedro Folgado tem que haver um “reforço na proximidade entre o comerciante e o consumidor” e considera que há “margem para melhorar” e que “tem que haver um reinventar do comércio local”.
O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, manifestou que “Caldas da Rainha é a capital regional do comércio de rua. Temos fama e somos procurados pelas nossas estruturas de comércio e serviços”.
Inácia Caeiro, da Federação das Associações Empresariais da Região Oeste (FAERO), que também participou na sessão de abertura, destacou o interesse em “saber mais, de como mudar e estimular o comércio local e voltar a ter as casas cheias de consumidores”. “Teremos que aprender, ensinar e ter apoios, porque o desgaste do comércio em função da fuga do consumidor para os grandes centros nos deixou descapitalizados”, apontou a responsável.
Paulo Simões, primeiro secretário da OesteCIM, falou das novas medidas de apoio ao investimento nas economias locais, nomeadamente o Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e Emprego (SI2E), com uma dotação total de 320 milhões de euros (repartidos regionalmente).
Estiveram presentes neste seminário os alunos do 1º ciclo da EB1 de Painho (Cadaval) - Diogo Domingos, Duarte Varela, Laura Gomes e Tomás Martins, que foram um dos grupos vencedores do Concurso de Empreendedorismo nas Escolas 2018-2019 com o tema “Economia Circular”. Os jovens apresentaram o seu projeto, “Trocaris”, que consiste na criação de uma plataforma que permite aos produtores agrícolas registarem-se quando têm excesso ou falta de produtos, facilitando a troca dos mesmos.
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