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Greve arrancou com dois postos sem combustível junto à cidade das Caldas

Começou na passada segunda-feira, por tempo indeterminado, a greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias, com mais de 500 postos de combustível no país sem gasolina nem gasóleo. Entre os dez postos das Caldas da Rainha mais próximos da cidade, dois deles, no primeiro dia de greve, não possuíam combustível, depois de um fim-de-semana com um movimento intenso de veículos para atestar. Eram os casos da Repsol na Zona Industrial e da antiga PRIO, agora BP, junto ao Pingo Doce Galp na estrada de Tornada.

14-08-2019 | Mariana Martinho (texto) / Marina Ferreira (fotos)

Posto de combustível da BP junto ao Pingo Doce “fora de serviço” logo no primeiro dia da greve
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Posto de combustível da BP junto ao Pingo Doce “fora de serviço” logo no primeiro dia da greve
Esta greve, que foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, a que também se associou o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte, tem como objetivo reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial dos condutores, de 630 euros para 700 euros já em janeiro de 2020, 800 euros em 2021 e 900 euros em 2022.
Mas há mais em causa nesta greve dos motoristas para além dos salários, pois o sindicato também reivindica um novo contrato coletivo de trabalho com um prazo mais estendido.
Para enfrentar esta greve, o Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise energética, que implica "medidas excecionais" para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica, que deverá vigorar até ao dia 21 de agosto.
Foi ativada ainda a Rede de Emergência de Postos de Combustível (REPA), com 374 postos de abastecimento ao longo país, sendo que 54 estão destinados aos veículos prioritários. Nos postos da REPA, os serviços deveriam estar garantidos a 100%, mas com abastecimento limitado a 15 litros por viatura. Já nos casos dos veículos prioritários, como ambulâncias, por exemplo, o abastecimento é ilimitado. Também para transporte e abastecimento de combustíveis, matérias perigosas, medicamentos e todos os bens essenciais destinados ao funcionamento dos hospitais e centros de saúde, entre outras unidades de saúde, o executivo decretou serviços mínimos de 100%.
As viaturas da polícia e dos bombeiros têm também uma lista própria de postos, onde haverá combustível garantido.
Nos postos que não pertencem à rede, os veículos ligeiros só podem abastecer no máximo 25 litros de combustível e os pesados 100 litros, durante a greve.
Apesar de se registarem falhas e tendo em conta a altura do ano, em que a maioria dos portugueses está de férias, a grande pergunta é onde se pode ainda abastecer. De acordo com o site “Já não Dá para Abastecer”, da VOST Portugal (Voluntários Digitais Em Situação de Emergências para Portugal), ao final do primeiro dia da greve dos motoristas de matérias perigosas havia dois postos de abastecimento nas Caldas da Rainha sem qualquer tipo de combustível dos dez que estão situados mais próximos da cidade.
Era o caso da antiga PRIO, agora BP junto ao Pingo Doce, e da Repsol, na zona industrial, que já estavam “fora de serviço”, sem qual quer tipo de gasóleo e gasolina, no primeiro dia da greve. Para além destes também havia outros dois postos de abastecimento que já não tinham gasóleo simples, nem aditivado, sendo o caso da BP junto à Escola de Sargentos do Exército, e da Galp de São Cristóvão.
No posto do E. Leclerc, que também integra a REPA, faltava gasóleo simples, mas havia gasóleo aditivado e gasolina 95/98, o que permitiu que alguns condutores fossem abastecer, pelo “menos os 15 litros disponíveis”. Foi o caso de Susana Lourenço, que aproveitou para abastecer o carro com “mais uns litros”, de modo a lhe retirar a “preocupação de por acaso ficar sem combustível no automóvel, que utilizo todos os dias para ir trabalhar”.
Quem também aproveitou para “acabar de encher mais o depósito” foi a reformada Maria Elisete, pois “não sei quando é que acaba a greve, que provavelmente irá prejudicar muita gente”.
Surpreendido ficou José Pedro por “ainda haver gasóleo, depois da correria que houve às bombas nos últimos dias”. “Isso só mostra que não era preciso todo aquele alarmismo e a necessidade de encher os depósitos e jerricãs, como houve pessoas a fazerem”, explicou o jovem, que aproveitou para abastecer na Repsol da estrada da Foz.
Nesta bomba, bem como na Galp junto à Expoeste, até ao final de segunda-feira ainda havia os dois tipos de combustíveis. Ambas integram a REPA.
A formar fila também estavam as bombas da BP, da Galp e da Repsol na estrada de Tornada, que ainda tinham gasolina e gasóleo disponíveis para abastecer, estando limitadas aos 25 litros por viatura.
Esta greve, que também fica marcada pela descida de quatro cêntimos por litro do preço dos combustíveis, não contempla, mais uma vez, os concelhos de Óbidos e Cadaval com um posto de combustíveis de emergência para responder às necessidades dos consumidores, tendo estes que se deslocarem a um concelho vizinho.
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