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Na inauguração de unidades de saúde em Peniche e Benedita

Ministra assume necessidade de construir novo hospital na região Oeste

A ministra da Saúde, Marta Temido, presidiu às cerimónias de inauguração da Unidade de Saúde de Peniche e da Unidade de Saúde da Benedita, no passado dia 26, e aproveitou para referir que o Serviço Nacional de Saúde precisa de melhorar em algumas áreas, tendo assumido a necessidade de construir o novo hospital da região Oeste.

03-07-2019 | Francisco Gomes

A ministra a discursar
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A ministra a discursar
Contudo, ressalvou que isso só acontecerá depois de identificar o perfil e a carteira de serviços que a nova unidade deverá ter, e encontrar financiamento para a futura unidade. A construção de um novo hospital para a região do Oeste “é uma necessidade identificada”, admitiu a ministra, que manifestou que “será em função dessa carteira de serviços, dessas valências e dessas especialidades” que deverá ser trabalhado “o programa funcional” que dará ao Governo “uma estimativa de custos” que permita “encontrar formas de financiamento”.
As novas unidades inauguradas integram-se no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Oeste Norte e vêm melhorar as condições assistenciais para profissionais e para a população das duas localidades.
Sendo uma renovação profunda do edifício onde funcionava o centro de saúde, a Unidade de Saúde de Peniche tem capacidade para cerca de 30.200 utentes. A obra foi promovida pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e representa um investimento superior a 900 mil euros, cofinanciado em 85% por fundos comunitários.
Na cerimónia, Ana Pisco, diretora executiva do ACES Oeste Norte, deu a boa notícia. "Até agora, a unidade de saúde de Peniche tinha uma percentagem elevada de utentes sem médico de família. É com grande satisfação que aqui afirmo que, a partir de dia 1 de julho, com a colocação de três especialistas em Medicina Geral e Familiar, poderemos atribuir médico de família praticamente à totalidade de utentes residentes neste concelho". "Este edifício, que data de 1985, necessitava de uma requalificação para se adequar à necessidade de cuidados aos utentes em pleno no séc. XXI: cuidados integrados, de grande proximidade com as populações e de fácil acesso”, explicou a responsável.
Por sua vez, Marta Temido, Ministra da Saúde, afirmou que com a contratação destes três clínicos, “a componente médica ficará assegurada, o que não significa que não haja outras necessidades que hoje foram identificadas, relacionadas com outros grupos profissionais”.
Esta unidade integra, no mesmo edifício, várias unidades funcionais: Unidade de Saúde Familiar (USF) Marés, Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP), Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC), Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) e Unidade de Saúde Pública (USP) de Peniche, além da Unidade de Intervenção Local (UIL) de Peniche nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências.
A equipa desta unidade de saúde conta nove médicos de família, um médico de saúde pública, dezoito enfermeiros, uma assistente social, um higienista oral e sete assistentes técnicos.
Construída totalmente de raiz, a Unidade de Saúde da Benedita recebeu a USF Santa Maria Benedita e os seus 9.596 utentes atualmente inscritos.
A obra da Benedita foi promovida pela Câmara Municipal de Alcobaça e representa um investimento de cerca de 1.900 mil euros, cofinanciado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (7,5%), município de Alcobaça (7,5%) e por fundos comunitários do Portugal 2020 (85%).
As novas instalações permitem substituir o edifício com deficientes condições estruturais onde, desde há muitos anos, funcionava aquela USF. A equipa é composta por cinco médicos de família, cinco enfermeiros e quatro assistentes técnicos.
“Os utentes poderão usufruir de uma considerável melhoria das condições assistenciais e de acesso à unidade. Igualmente beneficiários do conforto e configuração das novas instalações, a equipa passa a ter condições para o seu tão desejado alargamento. A nova casa da USF Santa Maria Benedita permitirá ainda receber jovens médicos em formação, algo há muito ambicionado por todos e, até agora, limitado pelo espaço exíguo em que se encontravam”, sublinhou Ana Pisco.

Aprovada convenção para abertura de centro de diálise

O Ministério da Saúde aprovou a convenção que permitirá abrir o Centro de Diálise na Benedita, anunciou Marta Temido.
“A questão já foi resolvida”, revelou, sublinhando que a convenção “foi aprovada, depois de, como determina a lei, ter sido “pedido um parecer à Entidade Reguladora de Saúde, para perceber qual era o modelo de contratação” a escolher.
A abertura do centro depende, agora, apenas “de questões administrativas”.
A obra estava concluída há um ano mas sem poder acolher os cerca de oitenta doentes estimados por falta da convenção com o Ministério da Saúde, o que os obrigava a deslocarem-se para Leiria, Santarém ou Gaeiras para realizar os tratamentos.
Tinham sido encetadas várias ações de protesto, como uma petição subscrita por mais de 7.700 pessoas e a colocação de uma carrinha estacionada à porta do Ministério da Saúde com palavras de ordem criticando a falta de uma convenção para iniciar os tratamentos.
O Movimento de Apoio Abertura da Hemodiálise da Benedita regozijou-se com a medida, agradecendo “a dedicação e empenho de toda a população que esteve connosco nesta causa”.
“Dentro em breve o Centro Médico Diálise da Benedita irá acolher todos os utentes hemodialisados residentes na área geográfica da unidade. Agradeço ainda aos doentes que se disponibilizaram a dar a cara por este movimento, assim como aos seus familiares. Esta colaboração foi decisiva para alcançar os objetivos comuns. A abertura desta unidade de saúde vem beneficiar o bem-estar de toda a comunidade local, declarou o presidente do Movimento, João Raul.
António Henriques, presidente do conselho de administração do Grupo H Saúde, proprietário do centro, afirmou que “durante mais de um ano de resiliência nunca nos sentimos sós, bem pelo contrário: as muitas mensagens de apoio nas redes sociais, aos balcões das nossas unidades e pessoalmente, testemunham bem a força e convicção desta obra, que nos deram alento, motivação e perseverança para levar a bom porto uma causa justa que em muito vem contribuir para o bem-estar de todos os utentes e familiares”.
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