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Opinião
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Toiros y Toiradas

Noite Triunfal para os forcados das Caldas

Realizou-se no passado sábado a 2ª Grande Corrida de Toiros dos Agricultores do Oeste e que comemorou simultaneamente os 35 anos de alternativa do cavaleiro Rui Salvador.

31-07-2019 |

Em noite frescota, a Praça das Caldas da Rainha registou uma boa enchente, decorrendo toda a corrida em grande ambiente artístico e emocional.
Abriu praça o cavaleiro de Tomar Rui Salvador, que procurando terrenos de todos os lados da arena, partia das tábuas ao encontro do toiro em reuniões de grande impacto. Pode-se dizer que Salvador brindou toda a assistência com atuação de grande maestro.
Seguiu-se Luís Rouxinol, que menos bem nos ferros compridos, viria a estar excecional na ferragem curta, adornando-se várias vezes afagando a testa do toiro, rematando com uma rosa de palmo aquilo que foi uma boa lide.
Marco Bastinhas foi substituído por Gilberto Filipe, sendo que este toureiro menos praceado que algumas figuras deu bem a volta ao texto numa lide que merecia música mais cedo, finalizando a preceito com uma sorte de violino espetacular e uma rosa de palmo. O público aplaudiu e pedia ainda mais, o que é sempre um bom sinal.
Veio o intervalo, no qual foi descerrada uma lápide, nos corredores da praça, alusiva aos 35 anos de alternativa de Rui Salvador e a 2ª parte foi totalmente preenchida com toureiros da juventude.
Assim, Manuel Telles Bastos, elegante e aprumado na montada como nenhum outro, lidou o 4º toiro da ordem com uma forma de tourear bonita, clássica, a partir de longe, a ir devagar e reto, para rematar sortes de grande efeito. Que maravilha, que grande toureiro.
Rouxinol Júnior não foi o mais afortunado, mas foi quem mais arriscou, quem mais pôs a carne no assador. Que arriscado, que perigo eminente naquela sorte de gaiola, esperando no centro da praça a saída do toiro na portados curros no qual o drama chegou a pairar. Na restante lide não destoou dos demais, sendo justo dar nota alta por esse momento de alta emoção.
O 6º e último toiro para fechar corrida coube ao mais jovem dos seis toureiros António Prates, que mostrou já algum ofício com boas maneiras, excelente a bregar, vê-se que tem toureria. Gostaríamos de voltar a rever este jovem cavaleiro, pois o toiro coxeando da perna direita decerto que o retirou de um possível triunfo.

Ganadaria brava e bravos forcados

A ganadaria Canas Vigouroux também está no sucesso do espetáculo, pois apresentou um curro de toiros bravos bem rematados, entre os 520 e os 620 quilos, todos ele denominados de Jaboneros pela sua pelagem rara ser muito clara.
Os forcados das Caldas tiveram uma grande noite, arrebatando para si um grande triunfo. Foram três pegas consumadas na 1ª tentativa, cabendo ao cabo Francisco Mascarenhas, que exibiu muita técnica e maturidade, fazer uma enorme pega, a mais aplaudida da noite, reconhecendo os aficionados o que bem o forcado toureou. Francisco Esteves teve de se confrontar com o 4º toiro, que arrancou de longe numa velocidade incrível numa pega de praça-a-praça, a mais espetacular da noite. Por fim, a fechar com chave d’ouro, Duarte Manuel torneou bem as dificuldades do último toiro, que saindo em curto derrotou bastante, culminando assim uma noite em cheio para o grupo das Caldas.
A fava coube aos Amadores do Aposento da Moita, que levaram muita pancada no 1º e no 3º toiro, sendo as respetivas pegas efetuadas só nas quartas tentativas.
Acontece a todos e até aos melhores grupos, podendo os rapazes da Moita redimirem-se no 5º toiro da noite, aí sim com o forcado Martin Cosme a fazer também uma pega espetacular de praça-a-praça.
Dizer ainda que com espetáculos deste nível artístico, com tanta juventude a tourear e com muito mais juventude a assistir, a festa brava está bem e recomenda-se.
Corrida bem dirigida e superiormente abrilhantada pela Banda de Comércio e Industria das Caldas da Rainha. Por nós, encontro marcado para 15 de agosto.

Luciano Silva
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