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Escolhas do Editor, Caldas / Cultura
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Festa do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro

Parque D. Carlos I entrou na máquina do tempo

O Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro realizou a sua festa de final de ano letivo no passado sábado no Parque D. Carlos I, com uma recriação histórica dedicada ao “Tempo de Malhoa”. Com algum humor, fazendo homenagem ao arquiteto das termas, Rodrigo Berquó, ao pintor José Malhoa e ao caricaturista, ilustrador e ceramista Rafael Bordalo Pinheiro, dezenas de figurantes encenaram Caldas da Rainha no final do século XIX.

13-06-2019 | Marlene Sousa

O Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro realizou a sua festa de final de ano letivo com uma recriação histórica
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O Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro realizou a sua festa de final de ano letivo com uma recriação histórica
Esta viagem no tempo começou com a chegada das personagens principais de charrete para a evocação da inauguração do Parque D. Carlos I.
O parque entrou na máquina do tempo e transportou as pessoas presentes para uma época em que Caldas da Rainha era reconhecida pela “qualidade das suas águas termais e atraía muitos visitantes na época balnear”.
A 3 de janeiro de 1888 o arquiteto Rodrigo Berquó tomava posse como administrador do Hospital Termal. Foi também chamado para coordenar a recuperação do antigo Passeio da Copa, o jardim atualmente conhecido por Parque D. Carlos I. O objetivo era revitalizar aquela zona, apostando na criação de uma área de recreio para quem frequentava o Hospital Termal.
Foi no Céu de Vidro que Rodrigo Berquó, cuja personagem foi interpretada pelo presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, fez o seu discurso. “Afrontei elevados interesses, como o projeto de urbanização dos terrenos anexos ao Passeio da Copa, defendida pelo senhor governador civil que chegou a ser objeto de petição dirigida ao Ministério do Reino, porque neles pretendiam promover a construção de propriedades urbanas”.
Só que Rodrigo Berquó era ambicioso. Ele não queria revitalizar apenas o Passeio da Copa, queria transformá-lo numa referência em Portugal e lá fora. “Nunca vacilei”, continuou a personagem de Rodrigo Berquó, “nem nada me fez mudar o rumo e de objetivo: construir um parque arbóreo, um local arejado, de saúde e de lazer, para que os banhistas que concorrem a estas termas encontrem nelas todos os divertimentos das melhores estações balneares do mundo, com regatas no lago, visitas ao recinto dos veados, circuitos de póneis, de charretes, de carrocinhas e de bicicleta, jogo de croquet, patinagem, futebol e tiro ao alvo”.
O professor Pereira da Silva, que encarnou a personagem de Rafael Bordalo Pinheiro, referiu que foi para as Caldas “animado e esperançado em encontrar talento em serviço à minha obra e assim encontrei, onde instalei a minha fábrica”. Leu apenas umas notas devidas “ao ilustre desembargador Carlos Querido aqui presente e à ilustríssima dona Isabel Castanheira, que talvez seja a mulher que permita paixão e que mais sabe ao meu respeito”.
Na pele da personagem, disse ter sido uma honra ver o seu nome associado a uma escola caldense.
Rodrigo Pedras, da Associação de Estudantes, que interpretou José Malhoa, falou da sua vida e obra.
O Parque D. Carlos I foi invadido pela magia. Dezenas de figurantes do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro acompanhados pelo Rancho “As Ceifeiras da Fanadia”, desfilaram com trajes da época.
Na festa houve petiscos e muita animação. Evocação dos quadros “As Promessas”, “Clara”, “A Corar a Roupa”, “Ciúme”, “Praia das Maças e “O Fado”, passeio no lago do parque, tabela periódica falante (teatro), banda da escola, poesia, zumba, dark roses e música à capela foram alguns dos ingredientes desta grande festa que marcou o final do ano letivo.
À noite foram colocados balões iluminados no lago do parque.
A diretora do Agrupamento, Maria do Céu Santos, referiu que esta iniciativa surgiu na sequência das outras festas que têm feito de recriação histórica, como a festa medieval, o evento dedicado ao século XVII e XVIII e agora pretendeu-se “recriar o final do século XIX, com Rodrigo Berquó, José Malhoa e Rafael Bordalo Pinheiro, três personagens muito importantes para a cidade”. “A escola inseriu-se na comunidade”, manifestou, sublinhando que esta festa começou a ser organizada em janeiro e contou com a colaboração de alunos, professores, Câmara Municipal, União das Freguesias Nossa Sr.ª do Pópulo, Coto e São Gregório e Rancho da Fanadia.
O presidente da Câmara recordou que já interpretou o Cardeal de Alpedrinha e Sebastião José de Carvalho e Melo e agora aceitou o convite de ser Rodrigo Berquó, enquanto administrador do Hospital Termal e que “também foi presidente da Câmara e deu um grande impulso a Caldas da Rainha”. “Não é tão conhecido pelos caldenses e merece esta homenagem”, apontou Tinta Ferreira.
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