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Caldas / Economia, Caldas da Rainha
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Secretário de Estado da Economia visitou empresas e instituições da envolvente empresarial do Oeste

No âmbito de uma visita a várias empresas e instituições da envolvente empresarial do Oeste, o secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, esteve presente na passada quinta-feira na empresa Tekever, que está a mudar de instalações do Parque Tecnológico de Óbidos para Caldas da Rainha porque continua a crescer e para isso precisa de aumentar o seu espaço.

20-12-2018 | Marlene Sousa

Foi elogiado o projeto da empresa Tekever com foco no espaço e aeronáutica, que está a mudar as suas instalações para a Zona Industrial das Caldas
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Foi elogiado o projeto da empresa Tekever com foco no espaço e aeronáutica, que está a mudar as suas instalações para a Zona Industrial das Caldas
Depois de uma apresentação sobre a tecnológica portuguesa Tekever, com foco no desenvolvimento de produtos e serviços nas áreas da aeronáutica, espaço, defesa e segurança, o secretário de Estado da Economia disse à imprensa que achou o projeto da empresa “extraordinário”. “Quem diria há uns anos que nós podíamos ter uma empresa como esta no domínio do aeroespacial e da aeronáutica, mas também de outros serviços”, salientou.
Para João Correia Neves, representa bem a “enorme evolução que o país teve em termos de qualificação das pessoas”. “Temos uma geração muito mais qualificada e uma geração que, para além das qualificações, tem uma perspetiva de modelo de negócio adequado, com cheiro para o negócio e isso é essencial porque depois constroem soluções absolutamente inovadoras que nos enchem de orgulho”, apontou. O governante adiantou ainda que seria ideal para o país “a possibilidade de podermos multiplicar Tekevers por todo o lado”.
Segundo a apresentação que foi feita sobre a Tekever, a mudança para as novas instalações na Zona Industrial das Caldas “aconteceu porque as antigas, no Parque Tecnológico de Óbidos, não tinham capacidade para acompanhar o crescimento da empresa”.
A Tekever tem uma componente de produção de satélites espaciais, cujo modelo de negócio irá assentar em “ser proprietária dos satélites e vender os serviços associados”. Estima lançar o primeiro satélite em 2020.
A empresa criou um centro de desenvolvimento, produção e testes de produtos na área do aeroespacial em Ponte de Sor. Fabrica modelos de drones (aviões não tripulados) de segurança militar, cuja manutenção e desenvolvimento são feitos em Óbidos e passarão a partir do início do próximo ano a serem desenvolvidos nas instalações das Caldas.
Também tem um departamento de engenharia em Southampton (Inglaterra) e um centro de operações que é composto por ex-pilotos da RAF (Royal Air Force).
Nas instalações das Caldas, com cerca de 80 funcionários, além da manutenção das aeronaves, irá fazer o desenvolvimento de peças de eletrónica.
O terceiro segmento da empresa é a área digital, com o desenvolvimento de sistemas informáticos e a criação de sistemas integrados que incluem os canais de interação com o cliente. São exemplos o sistema da CUF e do Banco Santander Totta.

OesteCIM

O secretário de Estado da Economia chegou às Caldas pela manhã, onde teve uma reunião de trabalho com a Comunidade Intermunicipal do Oeste. Para o governante as estruturas do poder local têm “uma enorme importância na criação de condições adequadas para o desenvolvimento das empresas”. Não são só infraestruturas de proximidade mas também, de acordo com este governante, na perspetiva da “desburocratização de serviços de informação aos destinatários das políticas públicas e na criação de redes de contatos que as empresas individualmente têm dificuldade em concretizar”.
“Os projetos coletivos que podem resultar da atividade das comunidades intermunicipais são decisivos para a criação de um ambiente económico favorável e ao bom investimento qualificado”, adiantou.

Parque Tecnológico de Óbidos

O secretário de Estado da Economia visitou também o Parque Tecnológico de Óbidos onde contatou e ficou a conhecer alguns projetos de algumas empresas como a Makewise, Hopecare, Impact Wave, Porter, Softpack, Pixels Brand, PerforMarkt (Performance Marketing company), entre outras. Miguel Silvestre, diretor executivo do Parque Tecnológico de Óbidos, explicou ao governante o projeto MyMachine, que visa promover a criatividade na educação.
Para o governante o Parque Tecnológico de Óbidos é uma “referência” e espera que “continue nesta senda, apostando nas coisas boas que a região já tem e ajudando a acrescentar valor aos produtos e serviços e a atrair novo investimento”.
João Correia Neves salientou a importância de haver “zonas onde as pessoas se juntam a partir de qualificações por vezes distintas para permitir construir soluções às vezes de cooperação entre empresas que estão nos mesmos parques”.
O secretário de Estado da Economia recordou a “crise económica muito profunda onde o investimento baixou para níveis quase inimagináveis e o último ano foi de grande recuperação do investimento”. Segundo João Correia Neves, a crise também permitiu às empresas “perceberem que não podiam ter os mesmos modelos de negócio que tinham no passado, tiveram que se adaptar e internacionalizar e nós temos hoje uma taxa de exportação que é mais vinte pontos percentuais em cima do início da crise”. Considera que uma mudança estrutural do ponto de vista do pensamento das empresas é muito importante para “sustentar o novo ciclo de crescimento que nós desejamos” e para isso as empresas “têm que ter capacidade competitiva, bons recursos humanos e pagar salários adequados”.
O presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Humberto Marques, aproveitou para pedir ao secretário de Estado que intervenha na modernização da linha do Oeste e na construção de um novo hospital para o Oeste. Abordou ainda a importância de ter uma política de “requalificação de recursos humanos e uma política séria de migração porque os empresários vivem hoje inúmeras dificuldades com falta de mão de obra”.

Cetemares e Nigel

Ao Oeste, o périplo incluiu ainda uma visita ao Cetemares – MARE IPLeiria, Centro de I&D, Formação e Divulgação do Conhecimento Marítimo do Instituto Politécnico de Leiria, em Peniche, onde João Correia Neves destacou a “ligação entre investigação e desenvolvimento em domínios tão diversos como a agricultura e o mar”.
O secretário de estado visitou também a Nigel, em Peniche, e depois de Óbidos seguiu para Alcobaça.
A visita fez parte dos Encontros para a Competitividade e Inovação, uma iniciativa do Ministério da Economia, dinamizada em colaboração com o IAPMEI. O objetivo é, segundo João Correia Neves, fazer uma proximidade em relação “às empresas e instituições da envolvente empresarial porque eu acho muito importante para as minhas funções conhecer a realidade para que os instrumentos de política pública sejam ajustados aos problemas que existem”.
Para o governante “é essencial sair do gabinete”. “Eu já estou na atividade pública há muitos anos e sei que se não se tem contato com a realidade das empresas, com o que de bom se faz e também com as dificuldades que têm, temos muita dificuldade em perceber o que é preciso fazer”, adiantou.
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