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Comissão para a Defesa da Linha do Oeste alerta

“Sem eletrificação e mais material circulante não há modernização!”

A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste considera que sem a eletrificação da Linha – cuja primeira fase de instalação, no troço entre Meleças e Caldas da Rainha, já deveria ter arrancado há mais de um ano - e, sem o aumento do número de composições que garantam o cumprimento dos atuais e de novos horários, estará posta em causa a modernização deste eixo ferroviário.

03-07-2019 | Francisco Gomes

A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste vai voltar à rua para fazer um abaixo-assinado
A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste vai voltar à rua para fazer um abaixo-assinado
“É preocupante a situação atual, em que o concurso para a obra de execução do plano de modernização esteja a ver os seus prazos de abertura sucessivamente adiados. Agora, de acordo com informação da Secretaria de Estado das Infraestruturas, este mesmo concurso será dividido em dois, para o troço Meleças-Torres Vedras a ser aberto em julho e o outro, correspondente ao troço Torres Vedras-Caldas da Rainha, com abertura prevista para setembro ou outubro”, manifesta a Comissão.
“Preocupações, também, para o regresso das supressões de horários e para o regresso dos autocarros para substituir os comboios. Uma e outra medida não servem a Linha do Oeste e só afastam os utentes deste eixo ferroviário. Só na semana de 24 a 30 de Junho foram suprimidas 14 ligações por falta de material avariado que não foi reparado a tempo pela CP. Os horários mais atingidos foram os do início da manhã e os de fim da tarde, no troço entre Caldas da Rainha e Leiria”, relata.
Apesar de tudo, para a Comissão, “as medidas anunciadas pelo governo, no passado dia 27, podem considerar-se como positivas, pela repercussão que poderão vir a ter na Linha do Oeste, se forem concretizadas”, considerando que “poderão vir a por termo a ciclo de encerramentos, redução de postos e de destruição do setor ferroviário”.
“A medida de admissão de 120 novos trabalhadores para a CP e de 67 para a EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), sendo um passo em frente, representa apenas uma pequena parte do que se perdeu nos últimos 15 anos – 1.224 na CP e 522 na EMEF. E estes trabalhadores são como “pão para boca” para o funcionamento da CP”, sustenta.
A necessidade de aquisição de novo material circulante “é uma evidência, impondo-se o alargamento do número e tipologia de composições a adquirir”. “Mas é sempre um processo moroso, não compatível com as necessidades urgentes de falta de material circulante, designadamente na Linha do Oeste. Por isso, temos vindo a defender a recuperação, pelas oficinas da CP, do material imobilizado, o que permitirá à empresa ter maior capacidade de oferta, ficando menos dependente da necessidade de aluguer de material a outros países”, aponta.
“A integração da EMEF na CP, que o governo anunciou pretender concretizar até ao final do ano, não pode ser uma mera promessa em vésperas de Eleições Legislativas, mas deve ter a sua concretização assegurada com a maior urgência, tendo como objectivos, garantir o material circulante que a CP necessita, o funcionamento das oficinas sob o interesse e necessidade desta empresa, e a introdução da valência de construção, num projeto de produção nacional de material circulante”, considera a Comissão.

Condições uniformes para os descontos nos passes

A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste, após a avaliação que fez à implementação do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos transportes públicos, no que se refere à Linha do Oeste, concluiu que se registou “um significativo atraso no processo de aplicação dos descontos nos tarifários na ferrovia, como se comprova pelo facto de ainda haver ligações sem qualquer desconto aplicado, que os critérios de aplicação dos descontos não foram uniformes, variando conforme a comunidade intermunicipal, que a ausência de contrato de serviço público entre o governo e a CP poderá ter contribuído significativamente, para os atrasos verificados”.
Sublinha que “há necessidade de garantir que a negociação da redução do tarifário em 2020, entre os operadores, designadamente a CP, e as comunidades intermunicipais, seja antecipada, e que o futuro título de transporte seja único para os utentes poderem utilizar em todos os transportes”.

Utentes exigem abertura no verão da estação de S. Martinho do Porto

A CP continua a não reabrir durante os meses de verão a estação de São Martinho do Porto, apesar de autarcas e a Comissão terem instado o operador ferroviário a fazê-lo, porque entendem que “o número de passageiros transportados o tem justificado todos os anos”. “E mesmo os primeiros fins de semana de praia deste ano, com temperaturas elevadas, só confirmam este facto”, faz notar a Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste.
Com a estação encerrada, para além de não serem vendidos bilhetes “às mais de duas centenas de passageiros que utilizam os comboios que fazem as ligações a norte e a sul de São Martinho do Porto”, estes “não conseguem obter qualquer informação sobre eventuais atrasos ou supressões”.
Impõe-se, assim, defende a Comissão, que no período da época de praia seja ativada a estação de São Martinho do Porto, mas também que sejam reativados os chamados comboios de Verão, com horários adequados, como chegou a acontecer há alguns anos.
A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste vai lançar ainda durante esta semana um abaixo-assinado, dirigido ao presidente da CP, onde se exige a abertura da estação e a reposição dos comboios de Verão.
No próximo domingo membros da Comissão irão estar na estação de São Martinho do Porto para recolher assinaturas dos utentes e população, com vista à entrega do abaixo-assinado, no início da semana seguinte, à direção da empresa.

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