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Opinião
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Escaparate

Um escritor esquecido

Viver nas Caldas da Rainha tornou-se perigoso para os amantes das letras, pois caem no esquecimento num ápice.

14-08-2019 | Rui Calisto

Um destes casos é o de Luís Teixeira, nascido neste burgo no dia 3 de novembro de 1904. Escritor e jornalista de excelente envergadura, que deixou para a posteridade uma gama notável de livros e opúsculos. Entre eles passo a citar: A Casa das Sombras; A Obra dos “Amigos de Lisboa”; Ação Turística; Aguarelas do Comandante Pinto Basto – Estudo Biográfico; Alvorada de Agosto; Cantos de Lisboa: Festas da Cidade 1935; Categoria Literária das Cidades; Consciência de cumprir apenas um dever; Construtores de Soberania “Ma-hon”; Crónica dos Tempos Idos; Crónicas da Fundação dos Caminhos de Ferro em Portugal; Discurso em Homenagem ao engenheiro Duarte Pacheco; Feira de Amostras; Figuras e episódios do “Leão de Ouro”; Heróis da Ocupação; Homenagem a João do Rio; Iconografia de Camilo Castelo Branco; Itinerário de uma Rainha; Júlio César Machado; Lisboa; Lisboa e os seus Cronistas; Lisboa “que no mundo facilmente das outras és princesa”; Municipalismo e Cultura; O Diário de Notícias e o Século XIX; Pequena Crónica da Índia; Pequena Pátria; Perfil de Salazar: Elementos para a história da sua vida e da sua época; Portugal – As belezas naturais e o turismo; Portugal e a Guerra – Neutralidade colaborante; Ramalho Ortigão e as Caldas da Rainha; Reportagem; Roteiro Sentimental; Uma biblioteca pública nas Caldas da Rainha; Victorino Froes: Fala-nos do seu Tempo e da sua Arte; Vida de Antero de Quental.
Luís Teixeira era um autor distinto, com sentido prático de investigador, e um responsável cronista e memorialista. Foi um criador com talento e um cultor extraordinário da Língua Portuguesa. A escrita levou-o, além da edição de livros, à redação de diversos periódicos, sendo, também, muito respeitado enquanto jornalista.
A sua carreira de escritor foi coroada com dois prémios nacionais: “Ramalho Ortigão” e “Afonso de Bragança”, muito justo, pois era um autor que possuía uma responsabilidade legal de escrever, sabendo que o que produzia poderia servir para engrandecer a sua pátria e as suas gentes. A sua motivação maior era enraizada na paixão que sentia pela vida, logo, acreditava que o ato da escrita poderia aproximá-lo das pessoas. Foi autor de acentuadas predileções, entre elas, claro, situa-se Caldas da Rainha, dedicando-lhe belas páginas.
Luís Teixeira produziu a sua obra dentro do período que conhecemos por Estado Novo. É dele, inclusive, um dos livros mais interessantes sobre António de Oliveira Salazar. Provavelmente, o abandono do seu nome, em Portugal, está relacionado com o facto de ter sido próximo desse chefe de Estado (fez parte, inclusive, de duas legislaturas na Assembleia da República: 1938-1942 e 1942-1945), mas, na sua cidade natal não existe nenhum motivo para o renegarem, afinal, o partido da Situação é apologista de determinados parâmetros do Estado Novo, seguindo à risca alguns conceitos daquele ciclo.
Luís Teixeira teve uma zelosa carreira político-administrativa, pertencendo, e atuando com grande responsabilidade, numa série de instituições, como por exemplo: Emissora Nacional; Sindicato dos Jornalistas (presidente); Câmara Corporativa; Comissão Organizadora da Caixa de Reforma dos Jornalistas; etc.
A sua morte, a 24 de maio de 1978, deixou consternados os cidadãos caldenses, e crivou de luto a literatura nacional. E, se ainda andasse sobre a Terra, após ver o estado da cultura no seu solo de nascimento, com certeza, repetiria estas palavras: “Nas Caldas da Rainha, o clima é húmido e abafadiço. Com o cair da noite envolve-se a vila num denso nevoeiro…”.
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