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Escolhas do Editor, Bombarral
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Vinho e pera rocha são “as jóias da coroa” da agricultura portuguesa

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas dos Santos, que presidiu, no passado dia 6, à inauguração do 36º Festival de Vinho Português e 26ª Feira Nacional da Pera Rocha no Bombarral, considerou estes produtos como “as jóias da coroa da nossa agricultura que atravessam um bom momento”.

14-08-2019 | Marlene Sousa

O ministro da Agricultura presidiu à inauguração do Festival do Vinho Português e da Feira Nacional da Pera Rocha
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O ministro da Agricultura presidiu à inauguração do Festival do Vinho Português e da Feira Nacional da Pera Rocha
No final da visita ao certame, o governante disse aos jornalistas que carateriza a agricultura do Oeste como “moderna, dinâmica, competitiva e que incorpora muita capacidade empresarial, conhecimento, tecnologia e capacidade de organização”. Elogiou, assim, a agricultura da região, salientando que “gostava muito que Portugal fossem muitos Oestes”.
Luís Capoulas dos Santos salientou que a sua presença no certame visa testemunhar o apreço que o Governo tem perante “o Município do Bombarral e uma região onde o setor da agricultura é da maior relevância para o país”. “Estamos aqui a celebrar a agricultura de uma região que é porventura a região agrícola mais dinâmica do país, a celebrar dois setores fundamentais para a economia agrícola, a pera rocha e o vinho, dois setores que se afirmam cada vez mais no plano interno e no plano internacional”, disse o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, revelando que o vinho em 2018 ultrapassou a barreira mítica dos “800 milhões de euros de exportação e as frutas hortícolas 1500 milhões de euros”. “Se alguns anos sonhássemos estes objetivos dizíamos que estávamos a delirar”, adiantou.
Segundo Luís Capoulas dos Santos, a pera rocha tem vindo a afirmar-se como uma “marca identitária do nosso país e temos procurado juntamente com o setor abrir portas dos mercados externos”.
O governante aproveitou para deixar um recado ao anterior Governo do PSD e CDS-PP, revelando que “abrimos sete vezes mais os mercados que aqueles que foram abertos nos quatro anos precedentes”. “Abrimos ontem o quinquagésimo oitavo mercado para mais 250 produtos portugueses”, apontou, acrescentando que existe mais de meia centena de mercados em estudo.
Recentemente “o ministro das alfândegas chinês, que é responsável pela abertura do mercado daquele país, visitou Portugal e foi convidado para uma degustação de pera rocha. Já vieram inspetores sanitários chineses a Portugal, que estarão aqui ainda durante a primeira quinzena de agosto”, revelou, recordando que já “estão abertos mercados com potencial gigantesco como a India, que tem uma capacidade de mercado similar ao chinês”.
Em relação à colheita da pera rocha de 2019, que iniciou na passada segunda-feira, o governante disse que “as expetativas são de estabilização da produção ou ligeira redução face ao ano anterior, tendo em conta as condições climatéricas, já que estamos perante um verão atípico”. “Se conseguirmos a estabilização da produção este ano seria um bom resultado”, sublinhou.
No quadro nacional e no quadro da União Europeia, não obstante estar no fim do mandato governativo, Capoulas dos Santos garantiu que têm as coisas preparadas para que o “processo negocial que está em curso esteja bem fundamentado e que estejam lançadas as bases para que ele prossiga o êxito que desejamos, permitindo que os agricultores portugueses tenham no próximo período de programação os mesmos meios financeiros que tiveram no atual”. No entanto, adiantou que querem “uma política agrícola comum da União Europeia ainda mais justa e equitativa para que os agricultores tenham uma política agrícola mais amiga do ambiente e mais capaz de responder aos desafios que temos de mitigar e nos adaptarmos às alterações climáticas”.
O ministro disse que irão prosseguir com o investimento que “têm vindo a fazer nas infraestruturas, nomeadamente no regadio”, considerando Óbidos como um bom exemplo. “Iremos até 2023 concluir em Portugal mais de 100 mil hectares de regadio com um investimento de mais de 560 milhões de euros e estamos a preparar já para o período de 2021/2030 mais de 750 milhões de euros de investimento no regadio por forma em investir sobretudo no Oeste e centro e norte do país”, revelou.

Produção do bacelo

“Somos um concelho rural alicerçado por dois produtos de excelência - o vinho e a pera rocha”, disse o presidente da Câmara do Bombarral, Ricardo Fernandes, que também discursou na inauguração do certame.
Destacou ainda a produção do bacelo na freguesia do Pó, onde somos “competitivos com os principais países produtores da europa e da mesma forma com um forte contributo nas exportações”, revelando que “são mais de oito dezenas de castas diferentes que aqui são produzidas”. “Temos assim um enorme orgulho na nossa capacidade produtiva e nas nossas empresas”, sublinhou o autarca.
O festival do vinho e da pera rocha decorreu até 12 de agosto (foi prolongado mais um dia por causa da chuva na quinta-feira à noite onde foi cancelada a atuação de Miguel Gameiro), sendo dedicado este ano a Abel Pereira da Fonseca, importante empresário do sector vitivinícola em inícios do século XX, que fundou a Companhia Agrícola do Sanguinhal.
O certame contou com cerca de 100 expositores, na maioria ligados ao vinho, dando oportunidade aos milhares de visitantes de provar os melhores vinhos portugueses.
Este ano a empresa “Sidrada – Sidra do Oeste” deu a provar o seu novo produto – sidra de pera rocha, que já está a ser comercializada. Houve ainda outras novidades, num evento que é já “um ex-libris da região Oeste”.

Postos de abastecimento de emergência próximos dos campos agrícolas

Perante a greve que poderia afetar o abastecimento de combustível, os jornalistas aproveitaram a presença do ministro para questionar sobre os efeitos nas campanhas agrícolas, nomeadamente com o início da apanha da pera rocha.
O governante manifestou a preocupação com a possibilidade de a greve dos motoristas “afetar as campanhas agrícolas e pôr em perigo as colheitas” por isso “as respetivas tutelas que têm a competência na condução desse processo no Governo estão a desenvolver todos os esforços para procurar bases de entendimento que evitem a situação”.
“No entanto, estão a ser preparados os planos de contingência necessários para que a greve produza os efeitos nefastos menor possível”, disse, acrescentando que o ministério da Agricultura tem coordenado a rede de postos de abastecimento de emergência com o ministro do Ambiente e da Transição Energética e uma “boa parte das propostas apresentadas mereceram acolhimento, mas não é possível ter em funcionamento os mesmos postos de abastecimento como se a greve não existisse, porque é também um direito que é constitucionalmente consagrado e que temos que respeitar”.
O governante garantiu que procuraram “localizar os postos de abastecimento tão próximo quanto possível dos locais de produção e das culturas que estão na face crítica da colheita por forma a que os constrangimentos sejam o menores possível”.
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